Quem não gosta de saborear comidinhas bem temperadas ou salgadinhos com uma pimenta especial e um refri gelado para acompanhar? E quem nunca precisou de boas doses de café ao longo de dias cansativos de trabalho?

A questão é que, muitas vezes, esses maus hábitos alimentares podem sair bem mais caros do que a conta trazida pelo garçom. Quando o mal-estar digestivo e as dores estomacais passam a fazer parte da rotina diária, algo está muito errado. Isso pode ser gastrite, uma inflamação da mucosa do estômago.

É importante saber que, além dos exageros alimentares, existem outros fatores (quase todos relacionados ao estilo de vida) que motivam a doença. Veja:

  • Uso excessivo de determinados medicamentos, como anti-inflamatórios;
  • Prática de jejuns prolongados;
  • Excesso de bebida alcoólica;
  • Existência de ulcerações do estômago;
  • Presença da bactéria Helicobacter pylori (H.pylori);
  • Estresse.

Este último, pode exigir um controle especial, como a adoção de atividades que ajudem a relaxar, uma terapia ou um medicamento que auxilie no equilíbrio emocional, pois quando a gastrite está relacionada ao sistema nervoso, deve-se tratar esse aspecto em paralelo, a fim de eliminar a motivação da doença.

Existem três tipos de gastrite:

Crônica: causada pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori), que destrói a mucosa que protege o estômago. É diagnosticada pela endoscopia, um exame invasivo que, normalmente, é feito sob anestesia. Dificilmente apresenta sintoma, e o paciente só descobre após passar por uma crise, já em estágio avançado.

Aguda: é comum o paciente sentir fortes dores de estômago e alguns outros sintomas, o que facilita o diagnóstico precoce. Pode ocorrer sangramento.

Nervosa: apresenta os sintomas da gastrite clássica (aguda), que surgem a partir de situações de estresse, irritabilidade, medo e ansiedade.

 

Ao observar a ocorrência sistemática de alguns dos sintomas abaixo, procure imediatamente um clínico geral ou um gastroenterologista:

  • Azia
  • Arrotos
  • Desconforto na região abdominal, sensação de estômago cheio.
  • Dor na região abdominal superior
  • Dor de cabeça
  • Enjoo
  • Emagrecimento
  • Falta de apetite
  • Fezes escuras e vômito de sangue ou material semelhante à borra de café quando em casos de sangramento da parede do estômago
  • Fraqueza
  • Gases
  • Indigestão
  • Refluxo
  • Vômito ou ânsia de vômito

Diante do diagnóstico de gastrite, os hábitos alimentares precisam ser ajustados de forma a proteger a mucosa do estômago. Veja o que é recomendado e o que deve ser evitado.

Sinal verde para:

  • Legumes e verduras (mas repolho, couve, escarola, alface e agrião ficam melhor quando refogados)
  • Caldo de feijão;
  • Frango e peixe;
  • Iogurtes com lactobacilos;
  • Chás calmantes digestivos, como camomila, hortelã e alecrim, 30 minutos antes das refeições;
  • Frutas não ácidas, como laranja lima, banana, maçã, goiaba e mamão.

Evite ao máximo:

  • alimentos gordurosos e frituras;
  • frutas cítricos, como laranja, limão, abacaxi, acerola, tomate etc.;
  • alimentos em conserva, picantes e embutidos;
  • chocolates, gomas de mascar e balas;
  • bebidas alcoólicas e gasosas, como refrigerantes;
  • café e todas as fontes de cafeína, como chá verde, chá preto e outros.